Rodrigo Maia afirma
que, antes de assinar, vai submeter o texto aos líderes partidários da Câmara
Marcos
Corrêa/Presidência da República

Bolsonaro recebeu os presidentes dos demais Poderes no Alvorada.
Os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo
Tribunal Federal (STF), Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli,
reuniram-se nesta terça-feira (28) com o presidente Jair Bolsonaro para a
discutir a assinatura, no mês que vem, de um pacto de entendimento com metas
econômicas.
Segundo Maia, o texto está organizado e vai ser
levado aos líderes partidários da Câmara. “Preciso respaldar minha decisão
ouvindo os líderes, pelo menos a maioria, para assinar em nome da Câmara”,
destacou.
De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que participou da reunião, o Brasil vive uma grave crise e, por essa razão, é preciso manter o diálogo entre os Poderes. “O esforço de todos é ver o Brasil daqui a um ano como um país que cresce. Claro que o texto vai ser construído de comum acordo. Temos um texto-base e vai ser costurado”, disse ele, sem detalhar a proposta.
Reestruturação do Estado
Rodrigo Maia defendeu que a Câmara priorize, além da reforma da Previdência (PEC 6/19), propostas que ajudem a reorganização e a reestruturação do Estado brasileiro. Ele participou de encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e líderes partidários para debater esses temas.
De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que participou da reunião, o Brasil vive uma grave crise e, por essa razão, é preciso manter o diálogo entre os Poderes. “O esforço de todos é ver o Brasil daqui a um ano como um país que cresce. Claro que o texto vai ser construído de comum acordo. Temos um texto-base e vai ser costurado”, disse ele, sem detalhar a proposta.
Reestruturação do Estado
Rodrigo Maia defendeu que a Câmara priorize, além da reforma da Previdência (PEC 6/19), propostas que ajudem a reorganização e a reestruturação do Estado brasileiro. Ele participou de encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e líderes partidários para debater esses temas.
Maia citou como exemplo a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 423/18, que altera a regra de ouro e estabelece
medidas voltadas ao cumprimento da regra e a limitação das despesas obrigatórias.
A PEC prevê por exemplo, que o governo não pode criar e expandir despesas
obrigatórias (como aumento para servidores) ou benefícios e incentivos; permite
a interrupção do pagamento do abono salarial, a redução temporária da jornada
de trabalho dos servidores com adequação dos vencimentos, e até mesmo a
demissão de servidores estáveis, caso a regra de ouro não seja cumprida pelo
governo. Segundo Rodrigo Maia, o texto apresentado não prejudica o servidor.
“As despesas obrigatórias atingem quase 100% do
gasto público, o que inviabiliza o fechamento do Orçamento, como está
inviabilizando este ano, se não aprovarmos rápido o PLN 4/19. Queremos discutir em que condições o governo pode
ter um gasto acima do que está previsto na regra de ouro com restrições, com
bloqueios de aumentos, com redução de despesas, e todas outras regras nas quais
o Estado paga a conta da ineficiência”, explicou o presidente.
“Não é um projeto que objetiva prejudicar servidor.
Queremos valorizar o servidor para que ele possa ganhar em dia, para que ele a
inflação não volte e prejudique o salário dele, agora, do jeito que o estado
brasileiro está, vamos ter um estado inviável para o servidor”, defendeu Maia.
Rodrigo Maia lembrou ainda que o Supremo Tribunal
Federal deve julgar na próxima semana oito ações que questionam a legalidade de
artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). Entre os temas a serem julgados está
a possibilidade de redução da jornada de trabalho e dos salários de servidores
públicos e de demissão em caso do não cumprimento das metas de gastos com
pessoal. A previsão consta na redação original do texto estava prevista na
redação original da norma, mas foi considerada inconstitucional pelo Supremo
por meio de uma liminar.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Edição – Wilson Silveira
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